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Casos de sífilis aumentam 92% no TO; jovens entre 20 e 29 anos são os mais afetados

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A doença tem feito mais vítimas do sexo masculino. Número de grávidas com a doença também subiu 33%. Dados revelam 66 novos casos de um ano para o outro no Tocantins

Dados da Secretaria Estadual de Saúde enviados nesta semana apontam que o número de pessoas diagnosticadas com sífilis subiu 92% de um ano para o outro no Tocantins. Em 2015, 409 pessoas foram diagnosticadas com a doença. Em 2016 já foram 785 novos casos diagnosticados no Estado. Ainda de acordo com dados da Sesau, a incidência da doença é maior nos homens com a faixa etária entre 20 e 29 anos.

Os casos de sífilis congênita, de transmissão da mãe grávida para o bebê, também cresceram. Em 2015 foram diagnosticados 229 casos em recém-nascidos. No ano passado, 241 bebês nascidos no Tocantins eram portadores de sífilis.

Sífilis é uma doença sexualmente transmissível (DST), que é geralmente transmitida via contato sexual e que entra no corpo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas. Só é contagiosa nos estágios primário e secundário e, às vezes, durante o início do período latente. Raramente, a doença pode ser transmitida pelo beijo, mas também pode ser congênita, sendo passada de mãe para filho durante a gravidez ou parto. Uma vez curada, a sífilis não pode reaparecer, a não ser que a pessoa seja reinfectada por alguém que esteja contaminado. O tratamento da doença é gratuito na rede pública.

HIV
No último ano, o índice de contágio estabilizou no Tocantins, sendo que 245 diagnósticos foram realizados tanto em 2015 quanto em 2016. A incidência do HIV também é maior entre jovens do Tocantins de 20 a 29 anos, sendo a maioria dos casos no sexo masculino.

O vírus da imunodeficiência humana é o causador da Aids, que ataca o sistema imunológico e derruba o sistema de defesa do organismo. No Brasil, a epidemia de HIV/Aids é considerada estabilizada, mas vem avançando entre os mais jovens.

O tratamento contínuo ao HIV pode controlar a doença, garantir a sobrevida dos infectados e tornar o vírus indetectável (o que equivale a prevenir a transmissão com uma segurança de 96%). Mas não pode curá-la. O teste rápido costuma detectar a infecção cerca de 15 dias após o contágio.

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