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Em encontro, Ataídes e prefeitos focam discurso em arrocho econômico, criticas a corrupção e na falta de política econômica

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por Wesley Silas

Com o slogan Pacto pelo Tocantins, o grupo do senador e pré-candidato ao Governo, Ataídes Oliveira (PSDB), composto por mais de uma dezena de prefeitos na região sul, usaram números para defenderem mudanças na política do Tocantins.

“Em 2017 o Tocantins teve 7,6 bilhões de receita líquida, deste 68% são de transferência do FPE e a nossa arrecadação de ICMS em 2017 chegou a R$ 2 bilhões, enquanto o nosso vizinho aqui (Goiás) tem arrecadação de R$ 140 bilhões. Não justifica dizer que o Tocantins é novo, mas temos que alavancar a economia deste Estado e equilibrar suas contas”, defendeu Ataídes.

Ataídes Oliveira, um milionário desconhecido na política do Tocantins que em seus discursos costuma repetir que não precisa de dinheiro público para sobreviver, teve rápida ascensão na política do Tocantins e Brasil. Contudo, após chegar ao senado via suplência do ex-senador João Ribeiro, que faleceu em dezembro de 2013 e com o impeachment da ex-presidente Dilma, ele começou se destacar no cenário nacional e no Tocantins. Agora trabalha sua pré-candidatura ao Governo em um partido forte, com bom relacionamento em Brasília, onde tem conseguido recursos para seus aliados de hoje, futuros apoiadores e foca ultrapassar 40 prefeitos nos próximos meses.

“O que me preocupa não é a dívida de longo prazo porque tem como programar o pagamento, mas a dívida a curto prazo que é algo de R$ 3 bilhões”, Ataídes.
Em tempos de crises, os números estão sempre presentes em seus discursos que buscam convencer o eleitor e entusiasmar seus aliados. No encontro desta segunda-feira, o senador entrou de sola nos gastos públicos do Governo do Tocantins.

“Com locação de aviões e carros em 2017 o Tocantins pagou R$ 50 milhões, passagem aérea para dentro e fora do Estado gastamos R$ 18 milhões, em diárias gastamos R$ 24 milhões, em combustível o Estado pagou em 2017 R$ 31 milhões, em consultoria R$ 22 milhões, com telefones fixo e celulares foram R$ 10 milhões. Vocês têm noção do que seja isto? Este dinheiro poderia ir para construção de hospital, dá condições aos policiais e professores, fazer asfalto e saneamento básico”, criticou.

Em seguida voltou a citar a dívida do Estado, destacando as de vencimento a curto prazo e a falta de investimento do estado que tem receita corrente líquida de R$ 7,6 bilhões e gasta R$ 5,2 na folha de pagamento.

“O que me preocupa não é a dívida de longo prazo porque tem como programar o pagamento, mas a dívida a curto prazo que é algo de R$ 3 bilhões, enquanto o Estado não tem capacidade de pagamento. Só para terem uma noção, em 2014 nós recebemos de transferências do governo federal de R$ 675 milhões, em 2016 caiu para R$ 217 milhões e agora em 2017 o Tocantins só recebeu R$ 6,2 milhões de transferência. Não trouxe nada porque as CNDs estão todas vencidas e, lamentavelmente, nós não estamos tendo credibilidade para buscar dinheiro lá fora”, defendeu. Ele defendeu o equilíbrio das contas públicas e o fim dos favores políticos, citando o exemplo das contratações com pessoal.

“O Estado hoje tem 22 mil cargos comissionados terceirizados, algo em torno de R$ 700 milhões por ano. Tem que meter a caneta. Tem que cobrar resultados dos funcionários públicos”, disse.

O Prefeito de Pium, Valdemir Barros (PSDB) criticou o Governo do Tocantins devido ao engessamento do Prodoeste.

“As oligarquias que governavam antes, talvez alguns poderão até ser eleitos, mas não terão o mesmo poder de decidir as coisas porque é um tempo novo para nós. Quero dar um exemplo, o meu município onde sou prefeito pelo terceiro mandato era uma currutela, transformamos em uma cidade e hoje é um município grandioso com 200 mil cabeças de gado, com 10.500 km², maior que o Líbano, que é capaz de se transformar o primeiro produtor de grãos neste Estado”, disse.

Segundo Valdemir Barros, a pequena Pium teria perdido, aproximadamente, R$ 1 bilhão em investimento junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento por falhas da gestão pública e vontade politica em Brasília. Segundo Barros, num empréstimo de US$ 95 milhões a contrapartida seria de US$ 5 milhões.

“O BIRD abriu mão da contrapartida do Estado e passou de US$ 95 milhões para US$ 120 milhões no primeiro momento e no seguindo momento o valor é US$ 80 milhões. Se for somar o valor aproxima-se R$ 1 bilhão. Isso não é importante apenas para Pium, Lagoa de Confusão e Cristalândia, mas para todo Estado. Vejam, este projeto foi aprovado no Mistério de Planejamento, mas quando chegou na Secretaria de Tesouro Nacional acabou devido terem classificados o Estado do Tocantins na classificação C e eles só liberam dinheiro se nós estivéssemos pelo menos na classificação B. Agora o que me espanta é o Estado do Rio de Janeiro, que está quebrado para os próximos 10 anos, e possui classificação B. Então falta vontade política”, reclamou o prefeito.

A queda na arrecadação dos municípios foi citada pelo prefeito de Peixe, José Augusto, que está no seu primeiro mandato. Ele citou que em 2016, antes dele assumir, seu município arrecadou R$ 40 milhões e o ano de 2017 a contabilidade fechou o ano com arrecadação de R$ 31 milhões.

“Foi uma queda de 22% de um ano para o outro na nossa arrecadação. Mas mesmo com esta baixa conseguimos combater a crise com uma ajuda essencial pelos nossos representantes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal e tenho a satisfação de integrar hoje o quadro do PSDB que hoje é presidido pelo parlamentar federal que mais ajudou no combate às dificuldades dos nossos municípios, que é o senador Ataídes”, disse.

Enquanto os prefeitos reclamam da queda na arrecadação, o pré-candidato ao Governo, Ataídes Oliveira defendeu a redução de impostos como alternativa para fortalecer a economia do Tocantins.

“Eu irei abaixar impostos e aumentar a atividade econômica, gerando emprego e renda, qualificando a mão de obras e agregar valor porque não podemos ficar em um Estado exportando commodities, mas temos que agregar valor aos nossos produtos”, disse o senador que colocou em cheque o seu mandato, caso o seu nome apareça em denúncias de corrupção e que expulsará do partido nomes envolvido em corrupção. “Eu tenho pavor de ladrão e na hora que pintar um colega e eu perceber que ele é um ponto fora da curva e é desonesto que está na política para servir a ele, podem ter a certeza que vou chama-lo num canto e mandar ele procurar a turma dele, caso se eu ainda estiver na presidente do PSDB”.

Ataídes foi o primeiro pré-candidato ao Governo a se lançar em Gurupi e nos próximos dias o Portal Atitude estará também levando aos seus leitores cobertura dos próximos nomes a visitar a região sul, sendo eles a senadora Kátia Abreu (sem partido), o presidente da Assembleia, deputado Mauro Carlesse (PHS), o prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas (PR), um dos autores da Lei da Ficha Limpa, o advogado e juiz aposentado Márlon Reis (REDE), o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB) e o governador Marcelo Miranda (PMDB). Todos estes disputam o período pré-eleitoral num momento tumultuado onde as surpresas

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